Hortelã

Folhas de hortelã cuidadosamente selecionadas e amarradas para uso como incenso.

A hortelã é uma espécie historicamente ligada ao Mediterrâneo e a civilizações antigas como os gregos e os romanos.

A hortelã (gênero Mentha) é nativa de várias regiões do hemisfério norte, e diversas espécies se tornaram amplamente distribuídas pelo mundo devido à sua utilidade e adaptabilidade.

Embora não exista um único local de origem para todas as espécies de hortelã, acredita-se que a região do Mediterrâneo e partes da Ásia sejam as áreas onde muitas espécies de hortelã têm as suas raízes.

7,00 

Hortelã na Grécia antiga:

Uso de hortelã na Grécia antiga:

Os gregos consideravam a hortelã uma planta sagrada e a usavam para promover a clareza mental. Além disso, a hortelã era usada como incenso em seus rituais e oferendas aos deuses. Os gregos também utilizavam a hortelã como ingrediente em perfumes e óleos essenciais, pois acreditavam que sua fragrância possuía propriedades místicas e eróticas.

A ninfa Minthe e sua relação com Hades, deus do submundo:

A relação entre Perséfone e Mint remonta ao mito em que Hades, o deus do submundo, se apaixonou por Minthe. Ela era uma ninfa, uma divindade menor que vivia nos prados e riachos da Grécia antiga. Ela era conhecida por sua beleza e sedução, e atraiu a atenção de Hades, o poderoso deus do submundo. Hades se apaixonou perdidamente por Minthe e a levou consigo para o submundo para ser sua companheira.

No entanto, a história de Minthe toma um rumo inesperado. Perséfone, esposa de Hades e rainha do submundo, descobriu a relação entre o marido e a bela ninfa e ficou furiosa. Em sua raiva, Perséfone decidiu punir Minthe e a transformou em uma planta: a hortelã, que desde então cresceu nos campos do submundo, no reino de Hades, bem como no reino mortal, onde a hortelã se tornou um símbolo de amores proibidos. e a fragilidade da beleza.

Hortelã no antigo Egito:

A hortelã era muito valorizada no antigo Egito e desempenhava um papel importante nos templos e rituais religiosos, onde era um elemento chave nas oferendas aos seus deuses e aos mortos graças ao seu aroma refrescante e propriedades purificantes.

Era usado como incenso nos templos, pois seu aroma agradável era considerado um presente aos deuses e acreditava-se que purificava o ar e afastava os maus espíritos.

Foi associada à deusa Hathor, a deusa do amor, da beleza e da música, representada como uma vaca ou uma mulher com chifres de vaca e disco solar.

A hortelã simbolizava o amor proibido e a fragilidade da beleza.

A hortelã foi associada a esta divindade devido à sua ligação com a fertilidade, a maternidade, a proteção e a alegria, atributos que também foram atribuídos a Hathor.

Hathor era especialmente adorada por mulheres que desejavam ter filhos, e a hortelã, com seu aroma agradável, pode ter sido considerada uma forma de invocar a ajuda de Hathor.

Hortelã na Roma Antiga:

Na Roma Antiga, a hortelã era utilizada nos templos romanos nos seus rituais e como oferenda aos deuses, muito valorizada pelo seu aroma refrescante e propriedades purificadoras, protegendo também tanto os vivos como os falecidos.

Hortelã nas culturas nórdicas:

A hortelã desempenhou um papel importante nos rituais e cerimônias nórdicas, onde sacerdotes e sacerdotisas queimavam suas folhas em templos e altares como oferenda aos deuses.

Acreditava-se que seu aroma fresco e estimulante era capaz de purificar o ambiente e atrair a presença divina, além de estar associado a propriedades mágicas e protetoras. Acreditava-se que carregar folhas de hortelã ou pendurá-las nas portas das casas espantaria os maus espíritos e protegeria contra o azar, e era usado em amuletos e talismãs.